Carcinoma Ductal In Situ

 O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma forma precoce de câncer de mama, caracterizada por células anormais nos ductos mamários que não se espalharam para tecidos adjacentes. Geralmente, não apresenta sintomas evidentes e é detectado por mamografia. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma condição precursora do câncer de mama, caracterizada pelo crescimento anormal de células nos ductos mamários sem invasão do tecido circundante. 

Embora seja considerado um estágio inicial e não invasivo, o CDIS pode evoluir para formas invasivas de câncer se não tratado adequadamente. 

Frequentemente, não apresenta sintomas evidentes, sendo detectado por meio de exames de imagem, como a mamografia. 

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do carcinoma ductal in situ?

As causas exatas do carcinoma ductal in situ não são totalmente compreendidas, mas diversos fatores podem aumentar o risco de seu desenvolvimento. Entre os principais fatores de risco, destacam-se:

  • Idade avançada: O risco de desenvolver CDIS aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos.
  • Histórico familiar de câncer de mama: Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama apresentam maior risco.
  • Histórico pessoal de doenças mamárias: Condições como hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in situ aumentam a probabilidade de desenvolvimento de CDIS.
  • Exposição a estrogênios: Uso prolongado de terapias hormonais pode elevar o risco.
  • Radioterapia prévia no tórax: Mulheres que receberam radioterapia na região torácica, especialmente antes dos 30 anos, têm maior risco de desenvolver CDIS.
  • Fatores genéticos: Mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 está associada a um risco aumentado de câncer de mama, incluindo CDIS.

É importante ressaltar que a presença desses fatores de risco não significa que uma mulher desenvolverá CDIS, mas indica uma probabilidade maior. A detecção precoce por meio de exames regulares é fundamental para o manejo eficaz da condição.

Quais os sintomas do carcinoma ductal in situ?

O carcinoma ductal in situ é frequentemente assintomático, sendo muitas vezes detectado incidentalmente durante exames de imagem de rotina. No entanto, em alguns casos, podem ocorrer sintomas, como:

  • Nódulo na mama: Embora raro, pode-se sentir um nódulo endurecido na mama.
  • Alterações na pele da mama: Mudanças na textura ou espessamento da pele podem ser observadas.
  • Secreção no mamilo: Pode ocorrer secreção, às vezes sanguinolenta, proveniente do mamilo.
  • Mudanças no formato da mama: Alterações no tamanho ou forma da mama podem ser percebidas.

É importante notar que esses sintomas também podem estar associados a outras condições benignas. Portanto, a presença de qualquer alteração deve ser avaliada por um médico para diagnóstico adequado. 

A mamografia continua sendo o principal método de detecção precoce do CDIS, identificando microcalcificações que podem indicar a presença da condição.

Como é feito o diagnóstico do carcinoma ductal in situ?

O diagnóstico do carcinoma ductal in situ envolve uma combinação de exames clínicos, de imagem e, quando necessário, biópsia. O processo geralmente inclui:

  • Exame clínico: Avaliação física das mamas para identificar nódulos ou alterações.
  • Mamografia: Exame de imagem que pode revelar microcalcificações, um indicativo comum de CDIS.
  • Ultrassonografia mamária: Utilizada para avaliar características dos nódulos detectados na mamografia.
  • Ressonância magnética (RM): Em casos selecionados, pode ser indicada para avaliar a extensão da lesão.
  • Biópsia por agulha grossa: Procedimento para obter uma amostra de tecido para análise histopatológica, confirmando o diagnóstico de CDIS.

Após a confirmação do diagnóstico, exames adicionais podem ser realizados para determinar o grau do tumor e a presença de receptores hormonais, informações essenciais para o planejamento do tratamento.

Como é feito o tratamento do carcinoma ductal in situ?

O tratamento do carcinoma ductal in situ visa eliminar as células anormais e prevenir a progressão para câncer invasivo. As opções terapêuticas incluem:

  • Cirurgia conservadora da mama (quadrantectomia): Remoção da área afetada, preservando a maior parte do tecido mamário.
  • Mastectomia: Remoção total da mama, indicada em casos de CDIS extenso ou multifocal.
  • Radioterapia: Geralmente administrada após a cirurgia conservadora para reduzir o risco de recorrência local.
  • Terapia hormonal: Uso de medicamentos como tamoxifeno ou inibidores da aromatase para bloquear os efeitos do estrogênio, especialmente em casos com receptores hormonais positivos.
  • Observação ativa: Em casos selecionados de baixo risco, pode-se optar por monitoramento rigoroso em vez de tratamento imediato.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, incluindo o grau do CDIS, a presença de receptores hormonais e as preferências da paciente. É fundamental discutir as opções com uma equipe médica especializada para tomar decisões informadas e personalizadas.

FAQs

1. O que é carcinoma ductal in situ (CDIS)?
O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma forma inicial e não invasiva de câncer de mama. Ele ocorre quando células anormais se desenvolvem dentro dos ductos mamários, mas ainda não invadiram os tecidos ao redor da mama.

2. O carcinoma ductal in situ pode virar câncer de mama invasivo?
Sim. Embora o CDIS seja considerado um estágio inicial e localizado, em alguns casos ele pode evoluir para câncer de mama invasivo se não for tratado. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais.

3. O carcinoma ductal in situ apresenta sintomas?
Na maioria das vezes, o carcinoma ductal in situ não causa sintomas e é descoberto durante exames de rotina, como a mamografia. Em casos raros, pode haver nódulo na mama, secreção pelo mamilo ou alterações na pele mamária.

4. Como é feito o diagnóstico do carcinoma ductal in situ?
O diagnóstico geralmente começa com exames de imagem, especialmente a mamografia, que pode identificar microcalcificações suspeitas. A confirmação é feita por meio de biópsia, que permite analisar o tecido mamário em laboratório.

5. Como é o tratamento do carcinoma ductal in situ?
O tratamento pode incluir cirurgia conservadora da mama (quadrantectomia), mastectomia, radioterapia e, em alguns casos, terapia hormonal. A escolha depende das características da lesão e da avaliação da equipe médica especializada.

Dr. Rodrigo Michelli

CRM: 96.294-SP RQE Nº: 26232
RQE Nº: 262321 RQE Nº: 26231
Cirurgião com ênfase em Cirurgia Oncológica, Mastologia e Reconstrução Mamária, especialista em Cancerologia. Graduado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Mestre em Oncologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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