O carcinoma ductal invasivo (CDI) é o tipo mais comum de câncer de mama, representando cerca de 80% dos casos. Ele se origina nos ductos mamários e pode se espalhar para tecidos adjacentes e outras partes do corpo. Entenda mais sobre esse assunto!
Introdução
O carcinoma ductal invasivo (CDI) é o tipo mais comum de câncer de mama, representando aproximadamente 80% dos casos. Ele se origina nas células que revestem os ductos mamários, responsáveis pelo transporte do leite até o mamilo.
A partir desses ductos, o câncer invade o tecido mamário adjacente e pode se espalhar para outras partes do corpo, como linfonodos e órgãos distantes.
Este tipo de câncer é mais prevalente em mulheres, especialmente após os 50 anos, embora também possa ocorrer em homens.
Neste artigo, abordaremos o que é, quais as causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!
Quais as causas do carcinoma ductal invasivo?
As causas exatas do carcinoma ductal invasivo não são totalmente compreendidas, mas diversos fatores aumentam o risco de desenvolvimento dessa doença. Entre os principais fatores de risco, destacam-se:
- Idade avançada: O risco aumenta com a idade, sendo mais comum em mulheres acima de 50 anos.
- Histórico familiar: Ter parentes de primeiro grau com câncer de mama eleva o risco.
- Histórico pessoal de doenças mamárias: Condições como hiperplasia atípica ou carcinoma ductal in situ (CDIS) aumentam a probabilidade de desenvolvimento do CDI.
- Uso de hormônios: Terapias hormonais, especialmente após a menopausa, podem estar associadas a um risco maior.
- Exposição à radiação: Radioterapia no tórax, especialmente em idades jovens, aumenta o risco.
- Fatores genéticos: Mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 estão fortemente associadas ao desenvolvimento do câncer de mama.
É importante ressaltar que a maioria das mulheres diagnosticadas com carcinoma ductal invasivo não apresenta todos esses fatores de risco. Portanto, o monitoramento regular e a conscientização são fundamentais para a detecção precoce.
Quais os sintomas do carcinoma ductal invasivo?
Os sintomas do carcinoma ductal invasivo podem variar, mas os mais comuns incluem:
- Nódulo na mama: Geralmente indolor, firme e com bordas irregulares.
- Alterações na pele: Enrugamento ou ondulação da pele da mama, conhecida como “pele de casca de laranja”.
- Mudanças no mamilo: Inversão ou secreção, especialmente se sanguinolenta.
- Alterações no tamanho ou forma da mama: Aumento ou diminuição inexplicada de um dos seios.
É fundamental que qualquer alteração percebida na mama seja comunicada a um médico para avaliação adequada. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura.
Como é feito o diagnóstico do carcinoma ductal invasivo?
O diagnóstico do carcinoma ductal invasivo envolve uma combinação de exames clínicos e de imagem. O processo geralmente segue as etapas:
- Exame clínico: O médico realiza a palpação das mamas e axilas para identificar nódulos ou alterações.
- Exames de imagem:
- Mamografia: Fundamental na detecção de alterações estruturais na mama.
- Ultrassonografia: Auxilia na avaliação de nódulos detectados na mamografia.
- Ressonância magnética: Pode ser indicada em casos específicos, como mamas densas ou para avaliar a extensão do câncer.
- Mamografia: Fundamental na detecção de alterações estruturais na mama.
- Biópsia: A única forma de confirmar o diagnóstico. Pode ser realizada por agulha fina ou grossa, dependendo da localização e características do nódulo.
Após a confirmação do diagnóstico, exames adicionais podem ser realizados para determinar o estágio do câncer e se há metástases, como tomografia computadorizada ou cintilografia óssea.
Como é feito o tratamento do carcinoma ductal invasivo?
O tratamento do carcinoma ductal invasivo varia conforme o estágio da doença, características tumorais e condições gerais do paciente. As principais abordagens incluem:
- Cirurgia: A remoção do tumor é o tratamento inicial mais comum. Pode ser realizada uma quadrantectomia (remoção do tumor e da margem de tecido saudável do quadrante da mama afetado) ou mastectomia (remoção total da mama), dependendo do tamanho e localização do tumor.
- Radioterapia: Utilizada após a cirurgia para destruir células cancerígenas remanescentes e reduzir o risco de recidiva.
- Quimioterapia: Indicada para tumores maiores ou com risco elevado de metástase. Utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas em todo o corpo.
- Terapia hormonal: Para tumores que possuem receptores hormonais positivos (RE+ e RP+), medicamentos como tamoxifeno ou inibidores de aromatase podem ser utilizados para bloquear os efeitos dos hormônios que estimulam o crescimento tumoral.
- Terapia alvo: Para tumores com amplificação do gene HER2, medicamentos como trastuzumabe podem ser usados para bloquear a proteína HER2, que promove o crescimento celular.
- Imunoterapia: Em casos específicos, pode ser indicada para estimular o sistema imunológico a combater as células cancerígenas.
O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar possíveis recidivas e gerenciar efeitos colaterais dos tratamentos. Consultas regulares com a equipe médica e exames periódicos são fundamentais para a manutenção da saúde da paciente.
FAQs
1. O que é carcinoma ductal invasivo?
O carcinoma ductal invasivo é o tipo mais comum de câncer de mama, representando cerca de 80% dos casos. Ele se origina nos ductos mamários e pode invadir o tecido da mama e se espalhar para linfonodos ou outros órgãos se não for tratado precocemente.
2. Quais são os principais sintomas do carcinoma ductal invasivo?
Os sintomas do carcinoma ductal invasivo incluem nódulo na mama, alterações na pele como aspecto de “casca de laranja”, inversão do mamilo e secreção mamilar. Mudanças no tamanho ou formato da mama também podem ocorrer e devem ser avaliadas por um médico.
3. Quais fatores aumentam o risco de carcinoma ductal invasivo?
Entre os fatores de risco estão idade acima de 50 anos, histórico familiar de câncer de mama, mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2 e exposição prévia à radiação no tórax. Uso prolongado de terapia hormonal também pode aumentar o risco.
4. Como é feito o diagnóstico do carcinoma ductal invasivo?
O diagnóstico do carcinoma ductal invasivo envolve exame clínico das mamas, mamografia e ultrassonografia. A confirmação é feita por biópsia, que analisa o tecido mamário para identificar a presença de células cancerígenas.
5. Como é o tratamento do carcinoma ductal invasivo?
O tratamento do carcinoma ductal invasivo pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal ou terapia alvo. A escolha depende do estágio do tumor, das características moleculares e das condições clínicas da paciente.

