Melanoma

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, surgindo a partir dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. Ele pode aparecer em áreas expostas ao sol ou mesmo em locais pouco visíveis, o que torna o diagnóstico precoce fundamental. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. 

Embora seja menos frequente que outros tipos, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, ele é considerado o mais perigoso devido ao seu alto potencial de provocar metástases.

Esse tipo de câncer pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas pouco expostas ao sol, como plantas dos pés e mucosas, o que dificulta sua detecção. 

Quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura, mas o atraso no tratamento pode comprometer seriamente a saúde do paciente.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do melanoma?

O desenvolvimento do melanoma está fortemente relacionado à exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), seja por meio da luz solar ou do uso de câmaras de bronzeamento. 

Essa exposição danifica o DNA das células da pele, favorecendo mutações que podem desencadear o câncer.

Outros fatores de risco importantes incluem:

  • Histórico familiar de melanoma.
  • Pele clara, sardas e olhos claros.
  • Ocorrência de queimaduras solares na infância ou adolescência.
  • Presença de múltiplas pintas (nevos), especialmente atípicas.
  • Sistema imunológico enfraquecido, como em pacientes transplantados.

Além disso, mutações genéticas específicas, como as do gene BRAF, estão associadas a uma maior predisposição para a doença. É importante destacar que, mesmo em indivíduos sem fatores de risco aparentes, o melanoma pode se desenvolver. 

Por isso, a prevenção com uso de protetor solar, roupas adequadas e acompanhamento dermatológico é fundamental para reduzir o risco.

Quais os sintomas do melanoma?

O melanoma geralmente se manifesta a partir de pintas já existentes ou pelo surgimento de novas manchas pigmentadas. A principal regra usada para identificar sinais de alerta é o método ABCDE:

  • Assimetria: quando uma metade da pinta não corresponde à outra.
  • Bordas: irregulares, mal definidas ou serrilhadas.
  • Cor: variação entre marrom, preto, vermelho, azul ou branco.
  • Diâmetro: lesões maiores que 6 mm.
  • Evolução: mudanças rápidas de tamanho, cor ou forma.

Além disso, podem surgir sintomas como coceira, dor, sangramento ou ulceração da lesão. O melanoma pode aparecer em áreas expostas ou não ao sol, incluindo couro cabeludo, unhas e mucosas.

É fundamental observar atentamente a pele e buscar avaliação médica diante de qualquer alteração suspeita. O diagnóstico precoce faz toda a diferença na taxa de sucesso do tratamento.

Como é feito o diagnóstico do melanoma?

O diagnóstico do melanoma envolve inicialmente a avaliação clínica feita pelo médico, que examina a pele em busca de lesões suspeitas. 

A dermatoscopia, exame que utiliza um aparelho para ampliar e detalhar estruturas da pele, é um recurso essencial nessa etapa.

Para confirmar a doença, é realizada uma biópsia, na qual a lesão é removida total ou parcialmente e analisada em laboratório. O resultado fornece informações cruciais sobre o tipo, profundidade e estágio do tumor.

Em casos avançados, exames complementares podem ser solicitados, como:

  • Ultrassonografia de linfonodos regionais.
  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética.
  • PET-Scan para investigar metástases.

O diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo identificado, maiores as chances de cura com abordagens menos agressivas. Por isso, visitas regulares ao médico são indispensáveis.

Como é feito o tratamento do melanoma?

O tratamento do melanoma varia conforme o estágio da doença e a condição clínica do paciente. Em fases iniciais, a cirurgia é a principal forma de tratamento, consistindo na retirada completa da lesão com margens de segurança.

Em casos mais avançados, podem ser necessários outros recursos terapêuticos, como:

  • Imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a combater as células tumorais.
  • Terapias-alvo, direcionadas a mutações genéticas específicas, como a do gene BRAF.
  • Radioterapia, utilizada em situações específicas para controle local da doença.
  • Quimioterapia, indicada em casos refratários a outras modalidades.

O acompanhamento após o tratamento é essencial para prevenir recidivas e detectar possíveis metástases precocemente. Consultas periódicas, exames de imagem e autoexame da pele fazem parte desse cuidado contínuo.

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao diagnóstico precoce. Por isso, a conscientização sobre os sinais de alerta e a prevenção são fundamentais para reduzir o impacto do melanoma.

FAQ – Melanoma

  1. O que é melanoma?
    O melanoma é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Embora seja menos frequente que outros cânceres de pele, é considerado o mais agressivo devido ao seu alto potencial de provocar metástases.
  2. Quais são as causas do melanoma?
    O melanoma está fortemente relacionado à exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento. Outros fatores de risco incluem histórico familiar da doença, pele clara, múltiplas pintas e queimaduras solares na infância ou adolescência.
  3. Quais são os sintomas do melanoma?
    O melanoma pode surgir a partir de pintas já existentes ou pelo aparecimento de novas manchas pigmentadas na pele. Alterações de forma, cor, tamanho ou crescimento rápido da lesão podem ser sinais de alerta.
  4. Como identificar sinais suspeitos de melanoma na pele?
    Um dos métodos utilizados é a regra ABCDE: assimetria da lesão, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro maior que 6 mm e evolução da pinta ao longo do tempo. Também podem ocorrer coceira, dor, sangramento ou ulceração.
  5. Como é feito o diagnóstico do melanoma?
    O diagnóstico começa com avaliação clínica da pele e exame dermatoscópico. Para confirmação, é realizada uma biópsia da lesão, que permite analisar em laboratório o tipo, profundidade e estágio do tumor.
  6. Como é feito o tratamento do melanoma?
    O tratamento varia conforme o estágio da doença. Em fases iniciais, a cirurgia para retirada completa da lesão é a principal abordagem. Em casos mais avançados, podem ser utilizados recursos como imunoterapia, terapias-alvo, radioterapia ou quimioterapia.

Dr. Rodrigo Michelli

CRM: 96.294-SP RQE Nº: 26232
RQE Nº: 262321 RQE Nº: 26231
Cirurgião com ênfase em Cirurgia Oncológica, Mastologia e Reconstrução Mamária, especialista em Cancerologia. Graduado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Mestre em Oncologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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