Carcinoma Lobular Invasivo

 O carcinoma lobular invasivo é um tipo de câncer de mama que se origina nos lobos mamários. Ele pode afetar uma ou ambas as mamas, é mais difícil de detectar em exames de imagem e geralmente ocorre em mulheres após a menopausa. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

O carcinoma lobular invasivo (CLI) é um tipo de câncer de mama que se origina nos lóbulos mamários, responsáveis pela produção de leite. 

Representa cerca de 5% a 10% dos cânceres de mama invasivos e tende a ser bilateral, afetando ambas as mamas. 

Este tipo de tumor pode ser mais difícil de detectar em exames de imagem devido ao seu crescimento difuso. Geralmente ocorre em mulheres após a menopausa, mas pode surgir em qualquer idade. 

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do carcinoma lobular invasivo?

As causas do carcinoma lobular invasivo não são totalmente compreendidas, mas diversos fatores aumentam a predisposição ao desenvolvimento da doença. Entre os principais fatores de risco, destacam-se:

  • Idade avançada: risco maior após os 50 anos.
  • Histórico familiar: parentes de primeiro grau com câncer de mama aumentam o risco.
  • Histórico pessoal de doenças mamárias: hiperplasia atípica ou carcinoma lobular in situ.
  • Uso de hormônios: terapias hormonais pós-menopausa podem contribuir.
  • Fatores genéticos: mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 elevam a predisposição.
  • Exposição à radiação: radioterapia prévia no tórax.

Mesmo sem fatores de risco aparentes, o carcinoma lobular invasivo pode se desenvolver. Por isso, acompanhamento médico e exames periódicos são fundamentais para a detecção precoce, reduzindo complicações e aumentando as chances de sucesso no tratamento.

Quais os sintomas do carcinoma lobular invasivo?

O carcinoma lobular invasivo pode apresentar sintomas discretos e de difícil detecção, o que exige atenção especial às alterações nas mamas. Entre os sinais mais frequentes estão:

  • Nódulo mamário: geralmente indolor, de consistência firme.
  • Alteração no formato ou tamanho da mama: aumento ou retração perceptível.
  • Mudanças na pele: vermelhidão, espessamento ou ondulações.
  • Secreção pelo mamilo: pode ser clara ou sanguinolenta.
  • Retração do mamilo: inversão recente ou alteração na posição.

Nem todos os sintomas indicam câncer, mas qualquer alteração deve ser avaliada por um médico. O diagnóstico precoce é essencial, pois permite tratamentos menos agressivos e aumenta significativamente a taxa de sucesso.

Como é feito o diagnóstico do carcinoma lobular invasivo?

O diagnóstico do carcinoma lobular invasivo envolve exames clínicos, de imagem e análise laboratorial. O processo normalmente inclui:

  • Exame físico: palpação detalhada das mamas e axilas.
  • Mamografia: identifica alterações estruturais no tecido mamário.
  • Ultrassonografia: avalia nódulos suspeitos detectados na mamografia.
  • Ressonância magnética: útil em mamas densas ou para investigar extensão do tumor.
  • Biópsia: coleta de tecido para confirmação histopatológica do tumor e avaliação das características moleculares.

Após a confirmação, exames complementares podem ser realizados para determinar o estágio e verificar a presença de metástases, como tomografia ou PET-Scan. O diagnóstico precoce é determinante para definir o melhor tratamento e o prognóstico da paciente.

Como é feito o tratamento do carcinoma lobular invasivo?

O tratamento do carcinoma lobular invasivo é individualizado e depende do estágio do tumor e das características da paciente. As principais abordagens incluem:

  • Cirurgia: quadrantectomia ou mastectomia, dependendo do tamanho e localização do tumor.
  • Radioterapia: destruição de células remanescentes após a cirurgia.
  • Quimioterapia: indicada para tumores maiores ou com risco de metástase.
  • Terapia hormonal: bloqueia hormônios que estimulam o crescimento do tumor, como estrogênio.
  • Terapia alvo: medicamentos que atacam características específicas do tumor, como HER2.
  • Imunoterapia: estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas.

O acompanhamento pós-tratamento é essencial para detectar recidivas precocemente e garantir a qualidade de vida da paciente. Consultas regulares e exames periódicos completam o cuidado contínuo.

FAQs

1. O que é carcinoma lobular invasivo?
O carcinoma lobular invasivo é um tipo de câncer de mama que se origina nos lóbulos mamários, responsáveis pela produção de leite. Ele pode se espalhar para outros tecidos da mama e, em alguns casos, atingir ambas as mamas. A detecção precoce melhora significativamente o prognóstico.

2. Quais são os principais sintomas do carcinoma lobular invasivo?
Os sintomas do carcinoma lobular invasivo podem ser discretos, incluindo nódulo mamário, alteração no formato da mama, retração do mamilo ou secreção mamilar. Mudanças na pele da mama, como espessamento ou vermelhidão, também podem ocorrer e devem ser avaliadas por um médico.

3. Quais fatores aumentam o risco de carcinoma lobular invasivo?
Entre os fatores de risco para carcinoma lobular invasivo estão idade acima de 50 anos, histórico familiar de câncer de mama, mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2 e uso de terapia hormonal após a menopausa. Histórico de lesões mamárias também pode aumentar a predisposição.

4. Como é feito o diagnóstico do carcinoma lobular invasivo?
O diagnóstico do carcinoma lobular invasivo envolve exames como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas. A confirmação é feita por biópsia, que analisa o tecido mamário e identifica a presença de células cancerígenas.

5. O carcinoma lobular invasivo tem tratamento?
Sim, o carcinoma lobular invasivo possui tratamento que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. A escolha depende do estágio do tumor e das características da paciente, sendo o acompanhamento médico essencial para melhores resultados.

Dr. Rodrigo Michelli

CRM: 96.294-SP RQE Nº: 26232
RQE Nº: 262321 RQE Nº: 26231
Cirurgião com ênfase em Cirurgia Oncológica, Mastologia e Reconstrução Mamária, especialista em Cancerologia. Graduado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Mestre em Oncologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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