Câncer de Endométrio

O câncer de endométrio é um dos tipos de câncer ginecológico mais comuns, afetando principalmente mulheres após a menopausa. Reconhecer suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e opções de tratamento é essencial para aumentar as chances de cura e preservar a qualidade de vida. Entenda mais sobre esse assunto!

Introdução

O câncer de endométrio é um tumor maligno que se desenvolve no revestimento interno do útero, chamado endométrio. 

É mais frequente em mulheres após a menopausa, embora também possa ocorrer em idades mais jovens, especialmente quando há fatores de risco associados. 

Essa doença geralmente apresenta sinais iniciais, como sangramento uterino anormal, o que possibilita diagnóstico precoce na maioria dos casos. 

O tratamento pode variar conforme o estágio da doença, sendo a cirurgia a principal forma de abordagem.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do câncer de endométrio?

As causas do câncer de endométrio envolvem fatores relacionados a alterações hormonais, histórico familiar e condições de saúde que aumentam o risco da doença. 

O desequilíbrio entre estrogênio e progesterona, por exemplo, pode estimular o crescimento anormal das células do endométrio.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Uso prolongado de estrogênio sem progesterona.
  • Obesidade, que aumenta os níveis de estrogênio circulante.
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP).
  • Histórico familiar de câncer de endométrio ou câncer colorretal hereditário.
  • Menarca precoce e menopausa tardia.

Além disso, condições como diabetes e hipertensão podem estar associadas ao surgimento da doença. Reconhecer essas causas é fundamental para prevenir e identificar precocemente o câncer de endométrio.

Quais os sintomas do câncer de endométrio?

O sintoma mais comum do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, principalmente em mulheres que já passaram pela menopausa. Esse sinal de alerta deve sempre ser investigado, pois é a forma mais precoce de identificar o problema.

Outros sintomas que podem estar presentes incluem:

  • Sangramento entre os períodos menstruais em mulheres mais jovens.
  • Corrimento aquoso ou com sangue.
  • Dor ou desconforto pélvico.
  • Dificuldade para urinar ou dor durante a micção.
  • Dor durante as relações sexuais.

Em estágios mais avançados, a paciente pode apresentar dor abdominal difusa, perda de peso sem explicação e fadiga intensa. 

Por ser uma doença que costuma se manifestar logo nos estágios iniciais, buscar atendimento médico diante desses sintomas pode aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Como é feito o diagnóstico do câncer de endométrio?

O diagnóstico do câncer de endométrio envolve exames clínicos e laboratoriais que ajudam a confirmar a presença da doença e avaliar sua extensão. 

O primeiro passo geralmente é uma avaliação médica detalhada associada à ultrassonografia transvaginal.

Exames importantes para o diagnóstico incluem:

  • Biópsia do endométrio: retirada de amostra para análise histopatológica.
  • Histeroscopia: visualização direta da cavidade uterina com coleta de tecido.
  • Ultrassom pélvico ou transvaginal para avaliar a espessura endometrial.
  • Ressonância magnética em casos específicos para estadiamento.

Esses exames permitem identificar alterações suspeitas e confirmar a presença de células cancerígenas. 

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura, reforçando a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.

Como é feito o tratamento do câncer de endométrio?

O tratamento do câncer de endométrio depende do estágio da doença, da idade da paciente e de suas condições clínicas. 

A cirurgia é o tratamento mais comum, geralmente realizada por histerectomia, que consiste na retirada do útero, podendo incluir ovários e trompas.

Além da cirurgia, podem ser recomendadas outras abordagens:

  • Radioterapia, indicada para reduzir risco de recidiva.
  • Quimioterapia, utilizada em casos avançados ou metastáticos.
  • Terapia hormonal, especialmente em pacientes que não podem se submeter à cirurgia.

O acompanhamento médico contínuo é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e prevenir recidivas. Em casos iniciais, o prognóstico é bastante favorável, com altas taxas de cura. 

A adesão ao tratamento e o diagnóstico precoce são fatores determinantes para garantir a qualidade de vida da paciente.

FAQs

1. O que é câncer de endométrio?
O câncer de endométrio é um tumor maligno que se desenvolve no revestimento interno do útero, chamado endométrio. É um dos tipos mais comuns de câncer ginecológico e ocorre principalmente após a menopausa. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e cura.

2. Quais são os principais sintomas do câncer de endométrio?
O sintoma mais comum do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, especialmente após a menopausa. Também podem ocorrer corrimento com sangue, dor pélvica e sangramento entre os ciclos menstruais. Esses sinais devem sempre ser avaliados por um médico.

3. Quais fatores aumentam o risco de câncer de endométrio?
Entre os principais fatores de risco estão obesidade, síndrome dos ovários policísticos, uso prolongado de estrogênio sem progesterona e histórico familiar de câncer. Menarca precoce, menopausa tardia, diabetes e hipertensão também podem aumentar o risco da doença.

4. Como é feito o diagnóstico do câncer de endométrio?
O diagnóstico do câncer de endométrio geralmente começa com avaliação clínica e ultrassonografia transvaginal. Exames como biópsia do endométrio e histeroscopia confirmam a presença de células cancerígenas. Em alguns casos, exames de imagem ajudam a avaliar a extensão da doença.

5. O câncer de endométrio tem tratamento?
Sim, o câncer de endométrio tem tratamento, principalmente quando diagnosticado precocemente. A cirurgia para retirada do útero (histerectomia) é a principal abordagem. Dependendo do caso, também podem ser indicadas radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal.

Dr. Rodrigo Michelli

CRM: 96.294-SP RQE Nº: 26232
RQE Nº: 262321 RQE Nº: 26231
Cirurgião com ênfase em Cirurgia Oncológica, Mastologia e Reconstrução Mamária, especialista em Cancerologia. Graduado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Mestre em Oncologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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